Desenho sobre o pano da saudade teu cheiro
Tua forma e tua fôrma
Olho no calendário pronto pra te ver
A reposta certa e certeira
“Para que servem as segundas-feiras?”
Senão para te ver e em ti me encantar
E te servir de loucuras e outros gestos delicados
Inventar em teu corpo letras de fogo
E nele escrever arabescos indecifráveis
Indefiníveis sentidos e caminhos
Para isto servem as segundas-feiras, querida
Pra ver em ti passos e passadas de bailarina que és
Em sandálias de princesa que calçavas
E calças e calçarás em teus pés
Para os quais de bom grado serei
Por quantas segundas-feiras quiseres, amada
Mais que tapete oriental de ouro bordado
Capacho de luxo ou qualquer coisa sonhada
Para isto servem as segundas-feiras, amada
Para que se entenda como se engendra um quarto e uma estrela
E caiba tudo em nós e em outras feiras
E nos sábados, nos domingos e feriados
Nas praças iluminadas de sóis e ypês amarelos
Só para isso imagino agora, doçura
Para isso são feitas as segundas-feiras
Em madrugadas quentes floradas de begônias brancas
Pela janela a fresta para roubar um pedaço de lua cheia
Entre lençóis de horas fugazes carícias
Teu colo enfeitado, amada, de um colar de beijos.
Para que servem as segundas-feiras
setembro 20, 2010 por Eita! Sarau
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