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na manta que a vida me cobre
tenho guardado segredos e desordens
por vezes me pego na fresca claridade do sol
em outras enveredo-me num lago sem fim
funda me vejo curva
me sinto um bocado lenta, ao declamar poções sem luz
e nesse ínterim o sol se rompe dizendo ventos- tempestades ao longe
escondo-me com medo, mas o medo destrói
padeço encerada no chão
comendo o pó que tanto diabo pisou
grades, vejo prisões
lambo -me
tiro de minha vaidade forças
empalideço
caio
mas respiro
na variante vontade de ser só [eu] enfim
Solange Mazzeto
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